O Tax Group acaba de firmar uma parceria com a Incentiv, um Ecossistema de Investimento em Impacto, que ajuda empresas a buscarem projetos que podem ser apoiados via lis de incentivo fiscal e/ou patrocínio direto. A aproximação chega em um momento em que ESG deixou de ser um tópico de vitrine e passou a fazer parte do dia a dia de praticamente qualquer área da empresa — inclusive, e principalmente, do Fiscal.

Mais do que uma nova sigla no radar, essa parceria nasce de uma convicção que os dois times compartilham: eficiência tributária e impacto social não são agendas separadas. Elas podem, e deveriam, andar juntas dentro da mesma estratégia.

Acreditamos que seja hora de todo gestor fiscal olhar para o seu departamento também pela lente do ESG — não como uma tarefa extra, mas como parte natural do trabalho que ele já faz.

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Por que o Fiscal é, também, uma pauta de ESG

Quando se fala em ESG dentro de uma empresa, o olhar costuma ir direto para políticas de diversidade, metas de carbono ou governança do conselho. O departamento fiscal, na maioria das vezes, fica de fora da conversa — tratado como um centro de custo e compliance, não como uma alavanca de propósito.

Essa visão deixa dinheiro — e impacto — na mesa. As leis de incentivo fiscal existem exatamente para isso: permitir que parte do imposto que a empresa já deve seja direcionado a projetos sociais, culturais, esportivos ou de saúde, em vez de simplesmente recolhido aos cofres públicos. Na prática, isso transforma o time fiscal em protagonista da estratégia de ESG da empresa, e não em espectador dela.

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Um potencial que a maioria das empresas ainda não usa

Os números mostram o tamanho da oportunidade. Segundo dados do Salicnet referentes à Lei Federal de Cultura, apenas 40% dos projetos culturais conseguem captar recursos e só 10% das empresas utilizam todo o conjunto de leis de incentivo disponível. O resultado é um potencial de bilhões de reais que fica represado todos os anos, tanto no relacionamento B2B quanto no B2C.

E as opções são mais amplas do que costuma-se imaginar. Só no âmbito federal, empresas podem direcionar até 10% do imposto de renda devido para fundos e leis como:

  • Fundo para a Infância e a Adolescência (1% do IR devido)
  • Fundo do Idoso (1% do IR devido)
  • Lei da Reciclagem (1% do IR devido)
  • Pronas e Pronon, voltados à saúde (1% do IR devido cada)
  • Lei Federal de Incentivo à Cultura (4% do IR devido)
  • Lei Federal de Incentivo ao Esporte (2% do IR devido)

Sem contar as leis estaduais, que podem direcionar de 0,3% a 20% do ICMS, e as municipais, que chegam a 20%–50% do IPTU ou do ISS. Para uma área fiscal acostumada a olhar apenas para recuperação de crédito e compliance, esse é um campo praticamente inexplorado.

O que a Incentiv traz para essa equação

A Incentiv construiu uma plataforma para tornar esse processo seguro, rastreável e estratégico — o que normalmente é o maior obstáculo para empresas que querem usar leis de incentivo, mas têm medo da complexidade e do risco de compliance. Alguns números do trabalho que a empresa já realiza:

  • Mais de 1.300 projetos apoiados em 27 estados brasileiros
  • Mais de 7,9 milhões de vidas impactadas
  • 328 empresas já geraram impacto social por meio de projetos incentivados com a plataforma
  • Mais de R$ 608 milhões em recursos públicos aplicados de forma eficiente e transparente
  • Atuação alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
  • Uma rede de 307 investidores e presença em 12 estados

Na prática, a plataforma cobre a jornada inteira: da calculadora de potencial fiscal, passando pela recomendação de projetos alinhados ao propósito da empresa, até a gestão documental e o monitoramento dos resultados — inclusive com indicadores de ESG.

Os riscos de tratar Fiscal e ESG como assuntos separados

Quando uma empresa usa leis de incentivo sem uma estrutura de acompanhamento adequada, os riscos aparecem rápido: dificuldade de comunicar resultados para dentro e fora da empresa, atrasos que comprometem prazos legais, falta de indicadores para medir o retorno social do investimento, projetos que se desviam do escopo estratégico original e, no limite, um desalinhamento entre o que a empresa faz com seus incentivos fiscais e o que ela diz que faz em ESG.

É exatamente esse hiato — entre o potencial fiscal e a execução estratégica — que a combinação entre a expertise tributária do Tax Group e a tecnologia da Incentiv se propõe a fechar.

O que essa parceria significa na prática

Não é a primeira vez que os dois times se cruzam: a Incentiv já esteve no Tax Talks, podcast do Tax Group, para falar sobre como transformar a burocracia das leis de incentivo em impacto efetivo. Agora essa proximidade se formaliza em parceria.

Para as empresas atendidas pelo Tax Group, isso significa poder somar duas frentes que normalmente andam separadas: a inteligência tributária que já busca eficiência e crédito fiscal, e uma via estruturada para transformar parte da carga tributária em impacto social mensurável — sem abrir mão de segurança jurídica e documental.

Fiscal deixa de ser só uma questão de quanto se paga. Passa a ser, também, uma escolha sobre para onde parte desse recurso vai — e que tipo de impacto ele gera pelo caminho.


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