Informe de rendimentos 2026: o que é, prazos e como tirar o seu
O informe de rendimentos é um dos documentos mais importantes para quem precisa reunir a documentação essencial e entregar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. O informe de rendimentos funciona como um resumo oficial e detalhado de tudo o que você recebeu de diferentes fontes pagadoras e dos impostos que já foram retidos na fonte ao longo do ano-base anterior.
Seja você um trabalhador com carteira assinada, servidor público, aposentado, pensionista ou investidor, ter esse comprovante em mãos é o passo fundamental para evitar inconsistências nos dados e fugir da temida malha fina da Receita Federal.
Neste artigo, vamos desmistificar o assunto. Você entenderá exatamente para que serve esse documento, qual é o prazo limite para que as empresas, bancos e corretoras o disponibilizem neste ano e o passo a passo prático de como emitir cada um dos seus comprovantes. Continue a leitura e prepare-se para fazer a sua declaração de forma tranquila, segura e organizada.

.
Para que serve o informe de rendimentos e qual a importância na declaração do imposto de renda?
O informe de rendimentos atua como o guia oficial e indispensável para que o contribuinte consiga preencher a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) com total precisão e segurança. Em termos práticos, ele serve para comprovar à Receita Federal a origem e o montante exato de todo o dinheiro que você recebeu no ano-base, além de detalhar os impostos que já foram retidos e pagos diretamente na fonte.
A grande importância de ter esse comprovante em mãos reside no rigoroso sistema de fiscalização do Fisco, popularmente conhecido como cruzamento de dados. Todas as fontes pagadoras — sejam empresas, bancos, corretoras, INSS, operadoras de planos de saúde ou instituições de ensino — são obrigadas por lei a enviar essas mesmas informações financeiras para a base de dados do governo antes mesmo de o prazo da sua declaração começar.
Quando você preenche e envia a sua declaração, o supercomputador da Receita Federal compara instantaneamente os números que você digitou com os dados fornecidos por essas instituições. Se houver qualquer divergência, seja um zero a mais ou a omissão de uma conta bancária, sua declaração pode ser retida para verificação. É nesse momento que o contribuinte cai na temida “malha fina”, o que pode gerar atrasos na restituição e até multas severas caso a irregularidade não seja corrigida.
Para entender a fundo o peso desse documento na sua rotina fiscal, detalhamos abaixo as suas principais funções práticas:
- Validação da declaração pré-preenchida: atualmente, quem acessa o sistema do Leão com a conta Gov.br (níveis prata ou ouro) pode utilizar o modelo de declaração pré-preenchida. Esse formato já vem com várias informações inseridas automaticamente justamente porque a Receita utilizou os informes enviados pelas empresas. Ter o seu documento em mãos serve para você conferir se os dados importados pelo governo estão 100% corretos.
- Garantia das deduções legais: o informe não mostra apenas receitas, mas também despesas. Os comprovantes emitidos por planos de saúde, hospitais e escolas trazem os valores exatos que você gastou. Inserir esses dados corretamente é vital para garantir as deduções legais, o que na prática significa pagar menos imposto ou garantir uma restituição maior.
- Controle financeiro pessoal: além do aspecto tributário, reunir esses extratos funciona como um excelente exercício de educação financeira. Consultando a documentação, você consegue enxergar com clareza todos os seus ganhos ao longo do ano, ajudando no planejamento e na organização do seu orçamento.
Dica importante: após utilizar o informe de rendimentos para fazer a sua declaração, não jogue o documento fora. A recomendação oficial é guardar todos os comprovantes (sejam físicos ou em formato PDF) por pelo menos cinco anos. Esse é o prazo legal em que a Receita Federal pode questionar a sua declaração e exigir a apresentação dos recibos originais para comprovação.
Quando saem os informes de rendimentos 2025?
Muitos contribuintes ficam em dúvida sobre a nomenclatura das datas utilizada pela Receita Federal, o que pode gerar certa confusão na hora de buscar os documentos fiscais. Quando falamos em “informes de rendimentos 2025”, estamos nos referindo, na verdade, ao ano-base (ou ano-calendário). Ou seja, esses são os comprovantes que reúnem todas as movimentações financeiras, ganhos e retenções que ocorreram entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.
No entanto, a consolidação e a liberação desses dados pelas fontes pagadoras só acontecem no ano seguinte ao do recebimento. Portanto, os informes referentes aos ganhos de 2025 saem nos primeiros meses de 2026, a tempo de o contribuinte se preparar para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício vigente.
A regra oficial da Receita Federal para a liberação
Para garantir que os cidadãos tenham tempo hábil de organizar suas finanças antes do início do período de declaração (que historicamente começa em meados de março), a Receita Federal estabelece uma regra fixa e rigorosa para a emissão desses comprovantes: todas as fontes pagadoras devem disponibilizar o informe de rendimentos até o último dia útil do mês de fevereiro do ano seguinte ao dos rendimentos pagos.
Isso significa que empresas (empregadores), bancos, corretoras de investimentos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), operadoras de planos de saúde e instituições de ensino têm esse mesmo prazo limite para fechar seus balanços e entregar o documento oficial aos trabalhadores e clientes.
O calendário prático para quem vai declarar neste ano
Como o calendário sofre variações anuais devido a finais de semana e feriados, a data exata pode mudar de um ano para o outro. Para o ciclo atual, temos uma particularidade importante: o dia 28 de fevereiro de 2026 cai em um sábado.
Por conta disso, a regra de “último dia útil” entra em ação e antecipa a obrigação das empresas. Sendo assim, o calendário oficial para a liberação dos informes de 2025 ficou definido da seguinte forma:
- Prazo máximo para as empresas e bancos: sexta-feira, dia 27 de fevereiro de 2026.
- Período de referência dos dados: de 01/01/2025 a 31/12/2025.
- A quem se aplica: empregadores com trabalhadores com carteira assinada, órgãos públicos, INSS, instituições financeiras e prestadoras de serviços dedutíveis (saúde e educação).
É comum que muitas empresas e bancos não esperem até o último minuto e comecem a liberar os PDFs ou documentos físicos logo nas primeiras semanas de fevereiro, à medida que concluem o fechamento da folha de pagamento e dos balanços do ano anterior.
Atenção aos canais de comunicação: fique de olho no seu e-mail corporativo, no portal de Recursos Humanos (RH) da sua empresa e nos aplicativos dos seus bancos. A grande maioria das instituições financeiras e empregadores envia notificações assim que o informe de rendimentos 2025 fica disponível para download.
Seja de forma proativa acessando os sistemas digitais ou aguardando o envio pelo RH, saber que a data limite de liberação ocorre sempre no final de fevereiro permite que você crie um cronograma seguro, evitando deixar a coleta de documentos para as semanas finais da entrega da declaração do Imposto de Renda.
Leia mais sobre como declarar o IR e tabela de 2025 clicando aqui.
Qual o prazo para entrega do informe de rendimentos 2026?
Saber qual o prazo para entrega do informe de rendimentos 2026 é o primeiro passo para garantir uma declaração de Imposto de Renda tranquila e sem surpresas. Para este ano, a data limite imposta pela Receita Federal para que todas as fontes pagadoras disponibilizem o documento é 27 de fevereiro de 2026 (uma sexta-feira).
A legislação tributária determina, como regra geral, que os comprovantes de rendimentos devem ser entregues aos contribuintes até o último dia útil do mês de fevereiro do ano subsequente ao do pagamento. Como em 2026 o dia 28 de fevereiro cai em um sábado, esse prazo final acabou sendo antecipado para o dia 27.
Essa obrigação se aplica a uma ampla gama de instituições, incluindo:
- Empregadores: empresas privadas e órgãos públicos.
- Instituições financeiras: bancos e corretoras de investimentos.
- Previdência: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e entidades de previdência privada.
- Serviços dedutíveis: operadoras de planos de saúde e instituições de ensino.
O que acontece em caso de atraso na entrega?
As fontes pagadoras que não respeitarem o calendário estabelecido pelo Fisco estão sujeitas a punições rigorosas. Caso a empresa atrase a entrega ou envie o documento com informações incorretas, ela pode ser multada em R$ 41,43 por cada documento irregular. A situação se agrava se houver a comprovação de que a instituição prestou informações falsas sobre os rendimentos pagos, deduções ou imposto retido na fonte: nesse cenário, a multa aplicada à empresa chega a 300% sobre o valor que for indevidamente utilizado.
Para o contribuinte, o maior risco de não receber o documento no prazo é acabar preenchendo a declaração com dados imprecisos ou incompletos, o que aumenta consideravelmente as chances de cair na malha fina.
O que fazer se o prazo acabar e você não receber o informe?
Se a sexta-feira, dia 27 de fevereiro, passar e você ainda não tiver o documento em mãos, é fundamental tomar algumas atitudes proativas:
- Solicite formalmente: entre em contato com o departamento de Recursos Humanos (RH) da sua empresa ou com o gerente da sua instituição financeira. Faça o pedido por e-mail ou por um canal de atendimento registrado, e guarde o comprovante dessa solicitação.
- Comunique à Receita Federal: caso a fonte pagadora se recuse a entregar o comprovante mesmo após a solicitação, o trabalhador deve comunicar o fato à unidade de atendimento da Receita Federal de sua jurisdição.
- Acesse o Portal e-CAC: como as empresas são obrigadas a enviar esses mesmos dados diretamente ao Fisco, você pode consultar as informações vinculadas ao seu CPF no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Basta fazer login com a sua conta Gov.br (nível prata ou ouro) e verificar os rendimentos informados pelas fontes pagadoras.
Fique de olho no calendário do IR 2026
O recebimento do informe até o final de fevereiro é essencial porque prepara o terreno para a entrega da declaração em si. Segundo as projeções e o histórico da Receita Federal, a entrega do Imposto de Renda 2026 deve começar no dia 16 de março e se estender até o dia 29 de maio. Contudo, as regras definitivas e o download do programa costumam ser oficializados na primeira quinzena de março.
| Etapa do Imposto de Renda 2026 | Prazo / Data Prevista |
|---|---|
| Limite para recebimento dos informes | 27 de fevereiro de 2026 |
| Divulgação das regras oficiais pela Receita | Primeira quinzena de março |
| Início previsto da entrega da declaração | 16 de março de 2026 |
| Fim previsto da entrega da declaração | 29 de maio de 2026 |
Como tirar o informe de rendimentos?
Saber como tirar o informe de rendimentos de forma rápida é essencial para organizar a sua declaração sem estresse. Hoje em dia, o processo tornou-se bastante simples e, na grande maioria dos casos, é 100% digital. No entanto, o passo a passo exato varia de acordo com o tipo de fonte pagadora.
Para facilitar a sua rotina na hora de reunir a documentação do Imposto de Renda, detalhamos abaixo como emitir o seu comprovante nas principais instituições.
Informe de rendimentos de empresas
Se você trabalha com carteira assinada, a responsabilidade de entregar o documento é do seu empregador. O departamento de Recursos Humanos (RH) ou o setor de departamento pessoal da empresa deve disponibilizar o arquivo até o final de fevereiro, seja em formato físico ou, como é mais comum atualmente, digital (enviado por e-mail corporativo ou disponibilizado na intranet da companhia).
No caso de servidores públicos, a emissão costuma ser feita diretamente pelos portais oficiais do governo. Um exemplo prático é o dos servidores do Estado de São Paulo, que devem:
- Acessar a plataforma oficial do servidor (como o SOU.SP.GOV.BR).
- Navegar até o menu “Gestão de pessoas” e clicar em “Pagamento”.
- Selecionar a opção “Informe de rendimento”.
- Escolher o ano-base correspondente e clicar em “Visualizar PDF”.
Informe de rendimentos bancário e de corretoras
Bancos e corretoras de valores também são obrigados a fornecer o extrato com os dados das suas contas, rendimentos de investimentos e saldos. Felizmente, você não precisa se deslocar até uma agência física para conseguir essa papelada. O caminho padrão pelo celular ou computador costuma ser muito intuitivo:
- Acesse o aplicativo do seu banco ou o internet banking pelo computador.
- Procure no menu principal por opções com nomes como “Imposto de Renda”, “Demonstrativos”, “Informes” ou “Minha conta”.
- Selecione a opção específica de “Informe de rendimentos”.
- Escolha o ano-base correspondente (para a declaração de 2026, selecione o ano de 2025).
- Baixe o documento em formato PDF e salve-o em uma pasta segura no seu dispositivo.
Informe de rendimentos do INSS
Aposentados e pensionistas não recebem o documento impresso em casa pelo correio. A emissão do comprovante de rendimentos previdenciários é feita de forma totalmente online e gratuita pelo portal oficial da Previdência Social. Acompanhe o passo a passo:
- Acesse o site ou baixe o aplicativo Meu INSS no seu celular.
- Clique no botão “Entrar com gov.br” e faça o login utilizando o seu CPF e senha.
- Na tela inicial, role para baixo e encontre a aba “Outros serviços” (ou simplesmente digite na barra de busca superior).
- Clique no ícone “Extrato do Imposto de Renda”.
- Selecione o ano-calendário adequado.
- Escolha o extrato desejado e clique para salvar o arquivo em PDF.
Dica: Caso não tenha familiaridade com a internet, o beneficiário também pode solicitar orientações e o envio do documento ligando para a central de atendimento telefônico do INSS, no número 135.
Como consultar as informações no portal e-CAC
Se você perdeu o prazo, não recebeu o documento da sua empresa ou simplesmente quer conferir tudo o que as fontes pagadoras já informaram à Receita Federal sobre o seu CPF, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) é a ferramenta ideal.
- Acesse o portal e-CAC da Receita Federal.
- Faça o login utilizando a sua conta Gov.br (atenção: é necessário ter nível de segurança Prata ou Ouro).
- No menu principal, clique na seção “Declarações e demonstrativos”.
- Selecione a opção “Consulta de rendimentos informados por fontes pagadoras”.
- Informe o seu CPF e o ano que deseja consultar para visualizar e baixar o consolidado em PDF.
Para acessar o portal do governo, clique aqui.
Entenda as novas regras do IR clicando aqui.
Principais cuidados ao analisar o seu informe antes de declarar
Ter o documento em mãos é apenas a primeira etapa da sua jornada com o Leão. Antes de abrir o programa da Receita Federal ou o aplicativo para smartphone e começar a preencher os campos, é vital fazer uma análise cuidadosa de cada página do seu comprovante. Um erro simples, um zero a mais ou uma informação desatualizada enviada pela empresa pode ser o suficiente para colocar a sua declaração na malha fina e atrasar a sua restituição.
Para garantir que o seu acerto de contas com o Fisco ocorra de forma fluida e sem dores de cabeça, listamos os cuidados essenciais que você deve ter ao avaliar a sua documentação:
- Faça uma conferência minuciosa dos dados pessoais: antes de olhar para os números, verifique o básico. Certifique-se de que o seu nome completo, o número do seu CPF e os dados da fonte pagadora (como o CNPJ da sua empresa ou do seu banco) estão absolutamente corretos. Divergências cadastrais são causas frequentes de retenção de declarações.
- Compare os valores com seus próprios registros: não aceite os números do informe cegamente. É altamente recomendável cruzar as informações do documento anual com os seus contracheques mensais (holerites) e extratos bancários. Verifique se o total de salários, o décimo terceiro, as férias e os impostos retidos na fonte batem com o que você efetivamente recebeu e teve descontado ao longo de 2025.
- Solicite correções imediatamente: encontrou algum erro ou valor que não reconhece? Não tente “consertar” o número por conta própria na hora de preencher a declaração. Como a empresa já enviou aquele dado incorreto para a Receita Federal, se você declarar um valor diferente, o sistema apontará uma divergência. O procedimento correto é entrar em contato com o departamento de Recursos Humanos (RH) ou com o gerente do seu banco o mais rápido possível, apontar o erro e solicitar a emissão de um informe de rendimentos retificador.
- Tenha atenção redobrada com a declaração pré-preenchida: se você optar por usar o modelo pré-preenchido (disponível para usuários com conta Gov.br prata ou ouro), lembre-se de que o sistema do governo importa os dados exatamente como as empresas os enviaram. Use o seu informe de rendimentos físico ou em PDF para validar linha por linha o que o sistema da Receita preencheu automaticamente. A responsabilidade final pelas informações enviadas é sempre do contribuinte, não do sistema.
- Organize e arquive tudo com segurança: após transmitir a sua declaração, não delete os PDFs nem jogue os papéis fora. A legislação determina que o contribuinte deve guardar o informe de rendimentos e todos os documentos que comprovem os valores declarados (como recibos médicos, comprovantes de pagamento de mensalidade escolar e contratos de aluguel) por, no mínimo, cinco anos. Esse é o prazo legal durante o qual a Receita Federal pode questionar a sua declaração e exigir a comprovação física dos dados. Crie uma pasta digital no seu computador ou na nuvem e mantenha cópias de segurança.
Dica de ouro: se você mudou de emprego durante o ano de 2025, não se esqueça de que precisará solicitar o informe de rendimentos tanto da sua empresa atual quanto da antiga. O mesmo vale para contas bancárias que foram encerradas ao longo do ano; a instituição financeira continua obrigada a fornecer o demonstrativo referente aos meses em que a conta esteve ativa.
Faq: perguntas frequentes sobre informe de rendimentos e IR
O período de prestação de contas com o Leão costuma gerar muitas dúvidas, especialmente por envolver regras estritas, prazos curtos e o cruzamento rigoroso de dados financeiros. Para garantir que você não cometa erros na reta final da sua organização, reunimos e respondemos abaixo as principais perguntas sobre a emissão e o uso do informe de rendimentos:
O que fazer se a empresa atrasar ou não entregar o informe de rendimentos? Se o prazo limite (27 de fevereiro de 2026) terminar e você não tiver recebido o seu documento, o primeiro passo é entrar em contato formalmente com o departamento de Recursos Humanos (RH) do seu empregador ou com o gerente do seu banco. Caso a instituição se recuse a entregar ou demore excessivamente, você deve comunicar o fato à unidade de atendimento da Secretaria da Receita Federal (RFB) da sua jurisdição. Como alternativa para não atrasar a sua declaração, acesse o portal e-CAC com o seu login Gov.br (nível prata ou ouro) para consultar os dados que já foram reportados ao Fisco vinculados ao seu CPF.
A fonte pagadora é obrigada a fornecer o documento mesmo se eu não tiver rendimento tributável? Sim, essa é uma dúvida muito comum. Segundo as diretrizes da Receita Federal, a empresa ou a instituição bancária é obrigada a fornecer o informe de rendimentos ao cidadão mesmo nos casos em que não tenha havido rendimento tributável ou retenção de imposto na fonte durante o ano-base. O documento funciona como um registro oficial da sua movimentação, independentemente de gerar imposto a pagar ou não.
Quais as punições para a empresa ou banco que não entregar no prazo? As regras do Fisco são severas para as fontes pagadoras. O empregador, banco, corretora ou instituição de ensino que deixar de fornecer o comprovante dentro do prazo ou enviá-lo com erros ficará sujeito a uma multa de R$ 41,43 por cada documento irregular. A punição se torna muito mais pesada em casos de fraude: a empresa que prestar informação falsa sobre rendimentos, deduções ou imposto sobre a renda retido na fonte receberá uma multa de 300% sobre o valor que for indevidamente utilizado.
Por quanto tempo devo guardar o meu informe de rendimentos? Após preencher e enviar a sua Declaração do Imposto de Renda, não descarte os seus comprovantes. É altamente recomendável guardar o informe de rendimentos — juntamente com todos os recibos que comprovem deduções, como despesas médicas e com educação — por pelo menos cinco anos. Esse é o prazo prescricional em que a declaração pode ser auditada e questionada pela Receita Federal.
Como comprovar despesas médicas no IR 2026? Além do informe de rendimentos da sua operadora de plano de saúde, preste atenção aos comprovantes de consultas particulares. Desde 1º de janeiro de 2025, o sistema “Receita Saúde” passou a ser obrigatório para os profissionais da área, substituindo gradativamente o antigo recibo em papel. Certifique-se de que os seus prestadores de serviço de saúde emitiram os documentos eletrônicos corretamente para que você possa utilizar esses valores como dedução legal no seu imposto.
.

Bom dia
Sou Maria Luiza Faria Canto e possuo investimentos em FIIs desde 2020. Li as suas informações mas não encontrei, objetivamente, o local para retirar os informes dos dividendos dos Fundos de Investimento Imobiliário 2025/2026.
Poderia me orientar, de modo prático e objetivo, onde e como poderia encontrar este informe para fazer minha declaração.
Agradeço antecipadamente e aguardo resposta
Maria Luiza Faria Canto