Viajar é sempre uma experiência enriquecedora. Quando reservamos alguns dias de férias para explorar novos destinos e culturas, além das memórias e aprendizados, também surgem alguns custos. Entre eles, está a chamada taxa de turismo — uma cobrança aplicada em determinadas cidades ou regiões com grande fluxo de visitantes.

Embora possa parecer apenas mais um custo para o turista, na prática ela tem papel essencial para o desenvolvimento do setor, servindo como fonte de recursos para investimentos em infraestrutura, preservação ambiental e promoção do destino.

Neste artigo, vamos explicar de forma detalhada o que é a taxa de turismo, quem deve pagá-la, qual a sua função e quando ela é cobrada. 

  • Neste artigo você vai ver:

O que é taxa de turismo?

A taxa de turismo é um valor cobrado de visitantes que se hospedam em hotéis, pousadas ou estabelecimentos similares em cidades turísticas. Essa contribuição é destinada para o financiamento de melhorias na experiência turística local, desde ações de marketing até a manutenção de atrativos e serviços públicos.

Em alguns destinos, essa taxa é obrigatória, enquanto em outros pode ter caráter opcional, mas sempre cumpre a função de apoiar a sustentabilidade e a qualidade da experiência oferecida aos viajantes.

Quem deve pagar a taxa de turismo?

De forma geral, a taxa é destinada a turistas e visitantes temporários que contratam um período de hospedagem em hotéis, pousadas, resorts e até mesmo imóveis de temporada cadastrados em plataformas digitais de aluguel.

A cobrança costuma ser realizada de maneira automática, aparecendo direto na fatura da hospedagem — seja no momento do pagamento da reserva ou no check-out, quando o período de estadia é formalizado.

Vale destacar que moradores locais e viajantes a trabalho de curta duração podem, em alguns casos, estar isentos desta contribuição, dependendo da regulamentação de cada município ou estado.

Quais as cidades que cobram taxa de turismo?

Atualmente, oito destinos no Brasil aplicam a cobrança da taxa de turismo, distribuídos em diferentes regiões do país. Além disso, alguns destinos internacionais também adotam esse modelo. Abaixo, separamos alguns dos destinos nacionais e internacionais.

Brasil

Região Nordeste

🔷 Fernando de Noronha (PE): taxa obrigatória para preservação ambiental do arquipélago.

🔷 Jericoacoara (CE): contribuição aplicada aos visitantes para manutenção da vila e suas praias paradisíacas.

🔷 Morro de São Paulo (BA): valor destinado à conservação de atrativos e serviços locais.

Região Norte

🔷 Jalapão (TO): unidade de conservação voltada ao ecoturismo e turismo de aventura que também exige o pagamento de taxa.

Região Sudeste

🔷 Ubatuba (SP): cobrança voltada à preservação ambiental e à manutenção de trilhas, praias e cachoeiras.

🔷 Ilhabela (SP): taxa aplicada para conservação das áreas naturais e controle do fluxo turístico.

Região Sul

🔷 Gramado (RS): cidade serrana conhecida por seu turismo cultural e gastronômico, onde a taxa ajuda a manter a infraestrutura local.

🔷 Bombinhas (SC): destino de praia que utiliza o valor arrecadado para preservar o litoral e melhorar os serviços.


Exterior

🔷 Butão: possui a taxa de turismo mais alta do mundo, cerca de US$ 200, justificada pela preservação do país considerado o mais feliz do mundo pelo índice de Felicidade Interna Bruta (FIB).

🔷 Ilha de Páscoa (Chile): cobrança voltada à preservação do patrimônio cultural, especialmente das estátuas moais.

🔷 Machu Picchu (Peru): taxa obrigatória para visitar o sítio arqueológico, um dos mais procurados do planeta.

🔷 União Europeia: cobrança de €7 para turistas de 18 a 70 anos de países isentos de visto, incluindo o Brasil, através do sistema Etias, voltado à segurança e ao controle migratório.

🔷 Veneza (Itália): já aplicava sua própria taxa antes do Etias, variando de €3 a €10, para todos os visitantes da cidade.

Informações extraídas de All Accor.

Qual o valor da taxa de turismo?

O preço da taxa de turismo varia conforme a localização e a legislação de cada destino. De forma geral, o valor gira em torno de R$ 4,50 e R$ 191,50, e é destinado para a preservação e manutenção das regiões, que em sua maioria são praias ou parques com áreas naturais. 

Confira abaixo alguns dos valores válidos em 2025:

🔵 Fernando de Noronha (PE): R$ 101,33 por dia, com cobrança progressiva que pode ultrapassar R$ 7 mil para estadias de um mês.

🔵 Gramado (RS): valor de R$3,28 por diária de cada apartamento.

🔵 Bombinhas (SC): varia por tipo de veículo, partindo de R$ 4,50 (motos) até R$ 191,50 (ônibus).

🔵 Morro de São Paulo (BA): tarifa de R$ 30 por visitante, com isenções para crianças e idosos.

🔵 Jericoacoara (CE): R$ 41,50 para até 10 dias, com acréscimo de R$ 4,15 por dia extra.

🔵 Abrolhos (BA): estrangeiros pagam R$ 104; turistas do Mercosul, R$ 78; brasileiros, R$ 52; moradores da Costa das Baleias, R$ 10.

🔵 Santo Amaro (MA): R$ 10 por visitante, válido por 3 dias.

🔵 Chapada dos Veadeiros (GO): moradores pagam R$ 4, estudantes R$ 22,50 e demais visitantes R$ 45.

🔵 Ubatuba (SP): varia conforme o veículo – de R$ 3,69 (motos) até R$ 97,14 (ônibus).

🔵 Pipa (RN): R$ 10 por visitante que acessa a área do Chapadão de Pipa com veículo.

🔵 Jalapão (TO): R$ 20 por pessoa, por dia de permanência.

🔵 Ilhabela (SP): Taxa suspensa até a última atualização deste conteúdo.

⚠️ Os valores informados acima são os mais recentes até a publicação deste material e foram extraídos de sites oficiais. Sujeito a alterações. 

Como a taxa afeta o custo do turismo e o consumidor final

A taxa de turismo impacta diretamente o custo total da viagem e como o consumidor vivencia o destino. Embora, à primeira vista, pareça um valor pequeno, ela se soma a gastos já previstos, como transporte, hospedagem e alimentação. Quando a cobrança é feita por pessoa ou por dia, como nos casos de Jericoacoara ou Fernando de Noronha, o valor acumulado pode se tornar significativo. 

Em viagens em família ou de longa duração, essa despesa extra altera o orçamento planejado e pode até levar a ajustes no roteiro. Alguns viajantes que frequentam certos municípios com frequência costumam reduzir a estadia para compensar o gasto. Assim, a taxa de turismo funciona como um fator que não apenas eleva o custo, mas também molda escolhas e hábitos de consumo durante a viagem.

Para o setor de turismo, a taxa é uma ferramenta importante de gestão. Ela pode ajudar a controlar o fluxo de visitantes em áreas de preservação, além de financiar melhorias estruturais. No entanto, existe o risco de diminuir a competitividade frente a lugares semelhantes que não cobram esses valores adicionais. 

Em resumo, a taxa de turismo não afeta apenas o bolso do consumidor, mas também sua experiência, suas decisões de consumo e a imagem que ele forma sobre o custo-benefício da experiência.

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