Uma união entre a BlockBear — empresa uruguaia do meio tecnológico — e a IBM Food Trust — ramificação da empresa estadunidense de tecnologia IBM, que trabalha para aumentar a eficácia do fornecimento alimentício — irá colaborar com a Associação Celíaca do Uruguai, rastreando, por meio da tecnologia de blockchain, a cadeia produtiva de diversos itens, a fim de certificar a ausência da proteína do glúten em sua composição. 

Estima-se que uma em cada cem pessoas sejam portadoras da doença celíaca, uma condição imunológica em que o organismo é intolerante ao glúten, não podendo consumi-lo sem danificar o intestino delgado. O glúten está presente, principalmente, no trigo, na cevada e no centeio, mas também pode ser encontrado em suplementos vitamínicos e alimentares, bem como em produtos cosméticos.

Utilizando a blockchain, a BlockBear e a IBM Trust Food pretendem compartilhar informações importantes acerca da origem e componentes dos produtos alimentícios e cosméticos comercializados dentro e fora do Uruguai. O objetivo seria garantir que celíacos — e quaisquer outros consumidores — tenham acesso ao histórico completo da produção de cada item, tornando-se capazes de realizar compras mais seguras e transparentes, protegendo ainda sua saúde.

Blockchain é uma tecnologia de registro distribuído que compartilha dados de forma descentralizada, a fim de criar um índice seguro, em nível global, para diversos tipos de transações. Ela surgiu no contexto das criptomoedas, difundindo-se para inúmeras áreas desde então. 

Tanto a BlockBear quanto a IBM Food Trust já se valem desse artifício tecnológico para aprimorar e otimizar os seus projetos. De acordo com as empresas, a iniciativa de rastrear a cadeia produtiva de produtos sem glúten beneficia não apenas os consumidores — gerando uma experiência de compra singular — , como também as próprias empresas de produção e exportação, visto que serve como um certificado da legitimidade e confiabilidade dos seus processos. 

A intenção das empresas é estender o projeto para outros países da América Latina e também desenvolver versões focadas em beneficiar consumidores com diferentes restrições ou preferências alimentares — tais como os veganos e diabéticos, por exemplo. 

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