Na tentativa de estimular a contratação de novos trabalhadores após o fim do pico do coronavírus no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda uma desoneração emergencial dos impostos aplicados sobre salários por, aproximadamente, um ou dois anos. Para isso, a ideia é a criação de um imposto sobre transações digitais.

Sem dar mais detalhes sobre a proposta, o ministro recusa comparações com a antiga CPMF — Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, extinto tributo brasileiro.  Para a desoneração da folha, Guedes pretende possibilitar a contratação de novos funcionários sem a incidência de impostos sobre mão de obra. No entanto, seria necessária a redução de direitos trabalhistas.

O produto final proposto é muito parecido com a MP 905/19, também conhecida como Carteira de Trabalho Verde e Amarela, que acabou perdendo a validade após chegar ao fim do prazo de tramitação no Congresso sem ir à votação. A ideia do Ministério da Economia é criar um regime emergencial contra o desemprego em massa, com duração máxima de dois anos. 

Outras propostas do ministro envolvem um modelo próprio para a fusão do PIS e da Cofins, a prorrogação da suspensão do IOF e o refinanciamento dos impostos que foram diferidos durante a pandemia. 

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