Perto de completar um mês desde que mundo entrou em estado de alerta devido à pandemia de COVID-19, é possível perceber com mais clareza os impactos na economia. Mais especificamente, os hábitos de consumo da população sofreram uma grande alteração devido, principalmente, às normas de segurança indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nas primeiras semanas, o grande boom de vendas foi nos produtos básicos, como alimentos, remédios e produtos de higiene. Esse impacto foi causado pelo receio e pelo medo já que, em maio de 2018, a greve dos caminhoneiros paralisou o país, sendo responsável pela falta de combustível e suprimentos básicos. No entanto, ao longo das semanas, o desabastecimento de supermercados e estabelecimentos que comercializam esses produtos não aconteceu.

Em contrapartida, também no início da pandemia, o consumo de bens duráveis e semiduráveis (eletroeletrônicos, roupas e móveis) sofreu o impacto contrário, tendo quedas nas compras. Um dos fatores para isso é, justamente, a sensação de ter que poupar por não saber como se daria o andamento da situação.

Posteriormente, os decretos de isolamento social mudaram um pouco mais os hábitos de consumo. Como a maioria das pessoas está em casa durante esse período, alguns serviços registraram números altos de uso, como os streamings e deliverys de comida. Em um panorama geral, após a primeira impressão causada pelo surto da doença, os consumidores deram prioridade para os serviços (e produtos) que proporcionam um maior conforto e lazer em suas casas. Por outro lado, as opções que ofereceriam isso fora de casa, como shoppings e cinemas, sofreram negativamente com os impactos da crise.

O efeito de todo esse cenário são os mais diversos, com empresas de diferentes setores e segmentos mudando sua forma de agir e de se posicionar diante da situação. A Ambev, por exemplo, anunciou que produziria também álcool em gel para ser doado a hospitais públicos e a Net liberou a sua rede de internet pública (#NET-CLARO-WIFI) para quem não é cliente, por exemplo. Mas, certamente, as empresas que melhor se adaptarem aos novos hábitos de consumo, passarão com um pouco mais de tranquilidade pela crise.

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